@MASTERSTHESIS{ 2025:310094297, title = {Educação submersa: análise de processos educacionais na obra literária “A Língua Submersa”, de Manoel Herzog}, year = {2025}, url = "https://sistemas2.uespi.br/handle/tede/3024", abstract = "O presente estudo tem como base a obra “A Língua Submersa”, de Manoel Herzog. O livro projeta um futuro pós-cataclisma ambiental, no qual só uma região na América Latina sobreviveu ao avanço das águas, recebendo o nome de Bolivana-Zumbi. Sua classe média remanescente se reestruturou à base do comando evangélico, do jugo chinês e da obrigação de restaurar a natureza, mas segue com suas rixas e discriminações. Sobretudo, o livro trata da força da destruição humana. Objetivo geral da pesquisa é a análise dos processos educacionais retratados em “A Língua Submersa”, obra distópica de Manoel Herzog, considerando o papel que esta desempenha na sociedade fictícia e na realidade contemporânea, explorando sua utilização como meio de controle e opressão, a desigualdade de acesso ao conhecimento, o impacto da manipulação da história, e as formas como a resistência se manifesta por meio do acesso ao conhecimento em cenários de opressão extrema. Na metodologia da pesquisa bibliográfica empreendida, os procedimentos de estudo envolveram uma análise textual e interpretativa da obra “A Língua Submersa”, de Manoel Herzog, com foco nos elementos narrativos, simbólicos e discursivos que evidenciem os processos educacionais presentes na obra. Inicialmente, é realizada uma leitura integral da obra para identificação dos trechos que abordam, direta ou indiretamente, questões relacionadas à educação, ao aprendizado, à transmissão de conhecimento e às interações entre linguagem e formação cultural. Foram utilizados métodos da análise literária, como o exame de personagens, cenários, diálogos e temas, além de um estudo intertextual para identificar possíveis relações entre os elementos da obra e conceitos pedagógicos ou culturais vigentes na atualidade. A análise teórica foi realizada a partir da reflexão acerca dos processos educacionais que são perpassados nos textos literários distópicos, por meio das contribuições de autores como Sacristán e Gómez (1998), Gonçalves Filho (2002), Perissé (2006) e Lima (2022), dentre outros, que oferecem um diálogo sobre o papel da educação como ferramenta de controle, resistência e emancipação em cenários de sci-fi (ficção científica). A narrativa analisada possibilita uma reflexão sobre as práticas educacionais e a resistência intelectual, tornando o livro uma lente pela qual pode-se analisar como a distopia brasileira lida com essas questões. A partir das análises, pode-se concluir que o acesso ao conhecimento, veiculado pela língua e pela literatura, se manifesta como a última esperança para trazer a sociedade do caos a ordem, promovendo a capacidade de questionar o sistema e de projetar um futuro.", publisher = {Universidade Estadual do Piauí}, scholl = {Licenciatura em Pedagogia}, note = {Centro de Ensino - Campus do Interior} }