@MASTERSTHESIS{ 2025:521578726, title = {Inclusão na educação superior: políticas e práticas de acessibilidade para alunos com Transtorno do Espectro Autista}, year = {2025}, url = "http://sistemas2.uespi.br/handle/tede/3093", abstract = "A inclusão na Educação Superior é um tema ainda pouco explorado, mas de grande relevância para o meio acadêmico, especialmente para estudantes que fazem parte do Público Alvo da Educação Especial (PAEE). Destaca-se, nesse contexto, a presença de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que exigem condições adequadas, estratégias pedagógicas diferenciadas e acessibilidade para participação plena no ambiente acadêmico. O aumento das matrículas desses estudantes torna urgente o fortalecimento das políticas de permanência garantindo um ensino inclusivo e acessível, respaldado por legislações como a Lei nº 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) e a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão). O estudo teve o objetivo geral: Analisar, no contexto da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), as políticas de inclusão e práticas de acessibilidade voltadas a alunos com TEA. Os objetivos específicos foram: Identificar as bases legais que fundamentam as políticas de inclusão e acessibilidade voltadas para alunos com TEA na UESPI; descrever as estratégias adotadas para promover a inclusão e acessibilidade de alunos com TEA no ambiente acadêmico; compreender como alunos com TEA percebem as condições de inclusão e acessibilidade em sua trajetória acadêmica e, por fim, refletir sobre a efetividade das políticas de inclusão e práticas de acessibilidade para alunos com TEA. A pesquisa foi norteada pela questão-problema: Como as políticas de inclusão e as práticas de acessibilidade voltadas a estudantes com TEA se materializam na Universidade Estadual do Piauí (UESPI)? Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, desenvolvida como estudo de campo, com produção de dados por meio de análise documental, questionário e entrevistas semiestruturadas Marconi e Lakatos (2021), Gil (2002, 2008), Minayo (2012). A investigação foi realizada no Centro de Ciências da Educação, Comunicação e Artes (CCECA) e no Núcleo de Acessibilidade da instituição, contando com a participação de dois alunos com TEA, uma professora e a coordenadora do Núcleo. Os dados foram analisados à luz da Análise de Conteúdo, conforme Bardin (2016). Para a fundamentação teórica sobre autismo, foram utilizados o DSM-5, Canal (2021) e Aguilar e Rauli (2020). Sobre inclusão, foram considerados Reis e Coutinho (2025), a Constituição Federal de 1988, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008) e Mantoan (2015). Já sobre acessibilidade no ambiente universitário, foram consultados Quispe, Quispe Rodríguez e Figueiredo (2025), Glat e Pletsch (2010) e Melo et al. (2024). Os resultados indicam que a acessibilidade para estudantes com TEA na UESPI ocorre de forma parcial e desigual. As ações do Núcleo de Acessibilidade configuram avanços relevantes, especialmente na elaboração de Planos Educacionais Individualizados e na orientação inicial aos estudantes. Entretanto, tais iniciativas mostram-se insuficientes para assegurar uma inclusão efetiva, evidenciando desafios como a fragilidade na formação docente, limitações estruturais do Núcleo, dificuldades de comunicação institucional e a ausência de práticas pedagógicas sistematizadas e condizentes com as necessidades desses estudantes.", publisher = {Universidade Estadual do Piauí}, scholl = {Licenciatura em Pedagogia}, note = {Centro de Ciencias da Educacao Comunicacao e Artes} }